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Seja por alegria, prazer ou celebração; talvez por tédio, angústia, ansiedade, tristeza, vergonha: nós comemos as nossas emoções. Vamos entender como esse ciclo se retroalimenta, e trazer mais clareza para nossas escolhas?
Procure lembrar-se da última coisa que você comeu antes de se deparar com essa matéria. Traga na memória: onde você estava? Com quem? Qual era o aroma e o sabor desse alimento? Muitas vezes comemos tão distraidamente que nem nos lembramos do prazer e das sensações que esses momentos nos proporcionam! Temos muitas memórias ligadas aos alimentos – já aconteceu com você de sentir um cheiro de comida, e automaticamente se lembrar de uma cena da infância, ou de uma pessoa querida?
A nutrição vai muito além do prato de comida. Nos alimentamos diariamente, cada escolha repleta de significado; construído ao longo de nossa história pessoal, experiências e percepções. Em muitos momentos, o alimento é acolhimento e um lugar seguro. Em outros, culpa ou stress. Ou ainda longevidade, saúde e disposição. É interessante notar que também nos nutre, além do alimento, o que pensamos, os ambientes que vivemos e frequentamos, os relacionamentos, o que lemos, estudamos e escutamos. E mesclamos toda essa nutrição emocional dia após dia, estejamos nós conscientes disso, ou não!
Para quais pensamentos você dá atenção no dia a dia? Esses pensamentos moldam o que sentimos. Os sentimentos, por sua vez, determinam o comportamento e as nossas escolhas. São essas escolhas que se tornam hábitos e culminam nos resultados que vivemos no aqui e agora. Vejamos um exemplo: eu penso “Estou satisfeita com a minha vida! Acordo bem-disposta, organizo bem o meu dia e sou grata por poder aprender e melhorar a cada dia! ”. Ao pensar assim, sinto alegria, poder, merecimento, gratidão. E me comporto congruentemente: minha postura fica ereta, abro o peito, ajeito os ombros, sorrio. Me nutro de bons pensamentos, faço escolhas conscientes, quero me cuidar melhor, dar ao meu corpo e mente alimentos de qualidade, busco comida de verdade, frutas, legumes e verduras, cores e aromas com vitalidade e frescor!
Agora imagine uma situação oposta. Pensamento: “nada dá certo para mim. Eu não consigo fazer nada direito”. Ao pensar assim, vem o sentimento: incapacidade, frustração, angústia. Então a postura já muda, os ombros caem, a cabeça abaixa. O comportamento: deixar de se cuidar, nutrir reclamações, auto sabotagem, tendência a ter escolhas alimentares piores, reforçando esse ciclo de culpa e frustração.
Agora respire fundo. Arrume a postura. Observe-se com acolhimento. Sorria – e me conta: Você tem fome de quê?
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